quarta-feira, 18 de novembro de 2009

LAÇANDO A PRÓPRIA BANANINHA





Primeiramente quero isentar qualquer um que esteja envolvido nesta historinha, pois como todos sabem nossa intenção é de apenas contar descompromissadamente e curtir boas lembranças com boas risadas das coisas e fatos que ocorrem no dia a dia do pequeno garoto.

Aproveitando o gancho, gostaria isso sim de agradecer profundamente aos envolvidos por terem salvo o Austregésilo Pinto, vulgo banana nanica, mais conhecido como o pipi do Ettore, de fim trágico e pouco nobre: por auto-enforcamento acidental.

Tendo feito os devidos esclarecimentos e os agradecimentos e apesar de ser fato ocorrido junto a terceiros, tentarei ao máximo manter a fidelidade; ciente também de que serei tentado por todas as alegorias (me perdoem os envolvidos) , passo finalmente a relatar o ocorrido:

Como todos os que possuem filhos na escola sabem, temos a tradição de trocar informações com as professoras e tutoras através da agendinha.

Na sexta passada, foi solicitado a sunguinha e meio quilo de açúcar para a confecção de geladinho; como pai zeloso que sou, vesti o miúdo (quero dizer o menino) com uma sunguinha bem bonitinha e ele todo feliz, foi para a escola carregando meio quilo do precioso açúcar que iria fazer parte da brincadeira do dia; para ser mais exato, devo ter mandado o açúcar no dia anterior, pois havia recebido um lembrete do tamanho da mochila e em letras colossais de que não poderíamos esquecer de jeito nenhum do tal ingrediente senão iria literalmente "melar" a atividade do dia seguinte. Para esclarecer melhor, cada aluno leva uma parte do ingrediente quando é dia de receita onde eles vivenciam o preparo, degustação e impressões; imagino que nós, os pais, tenhamos nos esquecido mais do que algumas vezes o que resultou num justo e enorme lembrete desta vez.

Geladinho pra cá, geladinho pra lá, chegou a hora de brincar na caixa de areia; roupas de lado, imaginem a cena inocente e doce das crianças brincando na areia...olhos irritados, choros, calções e bocas lotadas de areia (-"Tiiiaaa!!! Joãozinho jogou areia na minha caaaraa!!! - Tiaaa!!! Engoli uma pedra!!! - "Tiaaa!! Socorroo!! Não vejo naadaaa!!! - "Tiaaa!! Peguei um bicho geográfico!!!)...ai, ai (suspiro)...lindo não é mesmo?

Claro que temos a figura das nossas benevolentes Prós (como são chamadas as professoras aqui na Bahia) e tutoras que, sempre alertas, salvam nossas criancinhas de todos os perigos em que elas próprias se metem...ah, se não fossem pelas Prós e tutoras...nós pais estaríamos perdidos (aqui não cabe brincadeiras, presto a elas a minha justa homenagem).

Continuando, chega a hora da limpeza geral e todos direto para o chuveiro, afinal de contas não é nada fácil ficar com areia no rêgo, na garganta, nos olhos e assistir uma aula sentadinho e quieto, quanto mais brincar de "vivo, morto" ou "seilámaisoquêvocêpossaimaginar" de desconfortável nestas situações.

Foi aí que a "porca torceu o rabo" ou melhor foi aí que aconteceu o quase suicídio da bananinha do Ettore:

Na hora de tirar a sunga, notou-se que a dita cuja estava apertada; aí a Pró disse:

-"Ettore, quem foi que amarrou apertado deste jeito?"

-"Foi o papai!" (esta sobrou para mim, mas diga-se de passagem que a pequena linguicinha ainda não estava laçada, havia colocado a sunguinha direito, só um pouco apertada na cintura)

A partir daí, bem ou mal, foi sorte o Ettore no meio de tantas crianças estar com a total atenção da Pró, pois o que vem a seguir é de fazer peão duro na queda "suar frio" e "soltar a mola" de desespero...

Justo no momento em que a Pró virava o laço para fora da sunga para desatá-lo, eis que Ettore repentinamente num movimento digno e preciso de um cowboy, resolve puxar o laço com tudo e adivinhem só? Esvaem-se todas as qualidades de um perfeito cowboy laçador para transformar-se num inglório exterminador do próprio bilau;

Com o afogamento iminente do patinho feio, imagino quais pensamentos nobres se passavam num turbilhão pela mente de nossa heroína (Pró)...- O pinto está preso!!! O pinto está preso!! O que faço agora!!???

O menino gritava e chorava após ter constatado o atentado ao próprio patrimônio, com certeza arrependido ao tentar demonstrar seus dotes de peão de boiadeiro na prova do laço na hora errada (e com o alvo errado!) e certamente estava muito assustado com a situação: imaginem a equação salsichinha amarrada + desespero das pessoas tentando ajudar = mais desespero do moleque.

Num sobressalto, nossa heroína pega o menino nos braços e corre até a coordenadora dando vazão ao seu turbilhão nobre de pensamentos. Estendendo Ettore nos braços em direção da coordenadora ela disparou: -"O pinto está preso!!! O pinto está preso!!! O que fazemos agora!!??

Pobre coordenadora, imagino que tenhamos de coração render nossas homenagens pois o seu dia a dia também é feito de situações inverossímeis e conturbadas como esta...

Neste momento, somou-se à equação um fator que assombra todos os homens quando se trata do bráulio: uma tesoura.

Não sei o que o Ettore pensou, mas com certeza foi algo entre a entrega total (seja o que Deus quiser) ou o desespero total (-"NNNãããoooo!!! Sai pra lá com esta tesoura, jacaré!!!")

Nossa coordenadora tentou, tentou...- "NNNããoo Coonnnsiiigooo!!" Aqui deve ter sido o ápice da situação entre decidir e conseguir liberar a linguicinha da degola ou ir se preparando para a morte do cisne.

Cheia de coragem, a Pró coloca o menino se debulhando em choro com o pinto enforcado nos últimos suspiros de vida nos braços da coordenadora (-"Dê-me a tesoura e segure ele firme aí!!!!") e com a habilidade de um "Edward Mãos de Tesoura" libera finalmente o pipi de um desfecho que poderia ter sido trágico...; devemos esclarecer que não houve circuncisão nesta manobra.

Graças a Deus (mesmo) e a rápida e corajosa atitude (mesmo) das suas tutoras escolares, Ettore tem o seu futuro de Don Juan garantido.

Agora falando sério, tudo não passou de um susto e agradecemos a rápida intervenção das tutoras e vale o lembrete para cuidados com situações semelhantes com barbantes, cordas, cadarços de sapatos ou calções não só no pipi, mas no pescoço ou outra parte do corpo qualquer; procuramos sempre explicar ao Ettore sobre situações de perigo com tudo, mas como a lei de Murphy e a Teoria do Caos estão sempre presentes, novas situações ocorrem e esta foi uma delas causada por ele mesmo; como relatei no início, ainda bem que naquele momento Ettore tinha a total atenção de sua professora, o que certamente foi decisivo para o feliz desfecho. Portanto pais, previnam-se e que esta divertida história que graças a Deus não teve final trágico, nos sirva de lição, ok?
Para finalizar, ia me esquecendo;

Quando fui buscar o menino, imaginem a situação da Pró tendo que explicar o ocorrido (que o filho quase teve o pinto enforcado) justo ao pai (acho que ela desejara que a mãe tivesse ido buscar o menino neste dia) que desavisado como sou respondi: Mas e aí? Arrancou fora? Ou foi só na pele?


Na hora devo ter gerado ligeira confusão na Pró, pois simplesmente deixamos o local com um satisfatório - "Não foi nada e está tudo bem." Lembro de que a minha ficha foi cair só alguns minutos depois de chegar em casa; dentro do carro mesmo, disse que iria ter que verificar seus documentos e assustado como nunca, ele não queria deixar; como não havia marcas ou hematomas, desencanei e fiquei apenas com os olhos atentos para uma possível evolução. Dali para frente só nos foi permitido checar o pinto com as mãos para trás (imposição do dono)...


Ainda brinquei com ele quando a mãe chegou minutos depois do exame que fizemos no banco de trás do carro; costumeiramente ao chegar, mamãe pergunta a ele: - "E aí? Tudo bem? Como foi o seu dia hoje?"


Logo fui me adiantando e brinquei: - "Hoje ele ficou com o pinto amarrado!..."


Ele logo retrucou MUITO bravo e com um bico enorme no final da frase: - "Não fiquei com o pinto amarrado NADA!!! GRRRRR!!!!"


Ufa! Nada como voltar a ativa!

Beijos a todos

KANJA

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

DURO APRENDIZADO

Somos o reflexo de nossas atitudes

Nossas decisões nos colocam onde merecemos

Como todos os problemas, eles só começam a ser solucionados quando compreendidos, assumidos e devidamente trabalhados.

Aceitar que temos problemas neste país é impensável para muitos e dentre as muitas situações de auto-engano que vivenciamos diariamente, estão perigosas fórmulas para o desastre...haja estômago para entender este país...

Postei o conteúdo deste e-mail pois ele nos faz refletir duramente sobre o papel que estamos desempenhando para tornar o nosso país um lugar melhor.

REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES.

Imperdível para amantes da língua portuguesa, e claro também para professores. Isso é o que eu chamo de jeito mágico de juntar palavras simples para formar belas frases. REDAÇÃO DE ESTUDANTE CARIOCA VENCE CONCURSO DA UNESCO COM 50.000 PARTICIPANTES

Tema:'Como vencer a pobreza e a desigualdade'

Por Clarice Zeitel Vianna Silva

UFRJ - Universidade Federal do Rio de Janeiro - Rio de Janeiro - RJ

'PÁTRIA MADRASTA VIL'

Onde já se viu tanto excesso de falta? Abundância de inexistência... Exagero de escassez... Contraditórios ?? Então aí está! O novo nome do nosso país! Não pode haver sinônimo melhor para BRASIL.

Porque o Brasil nada mais é do que o excesso de falta de caráter, a abundância de inexistência de solidariedade, o exagero de escassez de responsabilidade.

O Brasil nada mais é do que uma combinação mal engendrada - e friamente sistematizada - de contradições.

Há quem diga que 'dos filhos deste solo és mãe gentil.', mas eu digo que não é gentil e, muito menos, mãe. Pela definição que eu conheço de MÃE, o Brasil está mais para madrasta vil.

A minha mãe não 'tapa o sol com a peneira'. Não me daria, por exemplo, um lugar na universidade sem ter-me dado uma bela formação básica.

E mesmo há 200 anos atrás não me aboliria da escravidão se soubesse que me restaria a liberdade apenas para morrer de fome. Porque a minha mãe não iria querer me enganar, iludir. Ela me daria um verdadeiro Pacote que fosse efetivo na resolução do problema, e que contivesse educação + liberdade + igualdade. Ela sabe que de nada me adianta ter educação pela metade, ou tê-la aprisionada pela falta de oportunidade, pela falta de escolha, acorrentada pela minha voz-nada-ativa. A minha mãe sabe que eu só vou crescer se a minha educação gerar liberdade e esta, por fim, igualdade. Uma segue a outra... Sem nenhuma contradição!

É disso que o Brasil precisa: mudanças estruturais, revolucionárias, que quebrem esse sistema-esquema social montado; mudanças que não sejam hipócritas, mudanças que transformem!

A mudança que nada muda é só mais uma contradição. Os governantes (às vezes) dão uns peixinhos, mas não ensinam a pescar. E a educação libertadora entra aí. O povo está tão paralisado pela ignorância que não sabe a que tem direito. Não aprendeu o que é ser cidadão.

Porém, ainda nos falta um fator fundamental para o alcance da igualdade: nossa participação efetiva; as mudanças dentro do corpo burocrático do Estado não modificam a estrutura. As classes média e alta - tão confortavelmente situadas na pirâmide social - terão que fazer mais do que reclamar (o que só serve mesmo para aliviar nossa culpa)... Mas estão elas preparadas para isso?

Eu acredito profundamente que só uma revolução estrutural, feita de dentro pra fora e que não exclua nada nem ninguém de seus efeitos, possa acabar com a pobreza e desigualdade no Brasil.

Afinal, de que serve um governo que não administra? De que serve uma mãe que não afaga? E, finalmente, de que serve um Homem que não se posiciona?

Talvez o sentido de nossa própria existência esteja ligado, justamente, a um posicionamento perante o mundo como um todo. Sem egoísmo. Cada um por todos...

Algumas perguntas, quando auto-indagadas, se tornam elucidativas. Pergunte-se: quero ser pobre no Brasil? Filho de uma mãe gentil ou de uma madrasta vil? Ser tratado como cidadão ou excluído? Como gente... Ou como bicho?

Premiada pela UNESCO, Clarice Zeitel, de 26 anos, estudante que termina faculdade de direito da UFRJ em julho, concorreu com outros 50 mil estudantes universitários.

Ela acaba de voltar de Paris, onde recebeu um prêmio da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) por uma redação sobre 'Como vencer a pobreza e a desigualdade'.

A redação de Clarice intitulada `Pátria Madrasta Vil´ foi incluída num livro, com outros cem textos selecionados no concurso. A publicação está disponível no site da Biblioteca Virtual da Unesco.

VAMOS REFLETIR!!

KANJA

segunda-feira, 26 de outubro de 2009

HUMUHUMUNUKUNUKUAPUAA



Para quem não sabe isto é o nome de um peixe.


Desde que decorei este nome da enciclopédia Delta Universal que ganhamos dos nossos pais quando tinha uns 12 anos ou antes, não esqueci mais.

O mais engraçado é que não faz muito tempo numa conversa sobre peixes com um legítimo Japonês, mencionei o tal nome e ele sabia que se tratava de um peixe!!


Fora a coincidência, quanta cultura inútil podemos achar num blog, não é mesmo?


KANJA

Quero um cachorro


Enquanto eu dirigia...



- Pai!?

- Quê?

- Quero um cachorro.

Nestas horas liga um clique de professor e tentamos achar as melhores palavras para explicar ao guri em que ele está se metendo...ou melhor "nos" metendo...

Já armado com as possíveis respostas continuei:

- Bem, e quem vai cuidar do cachorro?

- Eu.

- Ah, e você sabe do que precisa para cuidar do cachorro?

- Dinheiro.

Eu olhei rapidamente para o banco de trás todo rindo por dentro e vi que ele respondia na maior sinceridade enquanto comia um biscoito. Continuei só para ver até onde a conversa chegava:

- E você sabe o que ele come?

- Dou ração.

- E o que mais?

- Água.

- E quem vai limpar o xixi e o cocô?

- Eu.

- Bem, neste caso talvez até pense a respeito...He!He!He!


Deixe a mãe saber...


KANJA

Mosquinha de banheiro


Não tem nada mais irritante do que aquela mosquinha de banheiro, que era chamada pela dona Cida (minha sogra) de aviãozinho.


Além de encherem a paciência, dão a indicação clara de que o seu banheiro anda sujo.

Mais nojento ainda são as suas larvinhas que moram no ralo até virarem mosquinhas...blargh!! Elas vão se alimentando da sujeira do banheiro...

Nada que uma boa dose de água sanitária não resolva...
Mas a pedidos da patroa, que fique bem claro que o nosso banheiro é limpinho, e que a ocorrência destes indesejáveis seres podem ter origens diversas, como...o ralo do vizinho, por exemplo! Sim, sim, afinal de contas elas possuem asas não é mesmo?
Mas querem saber? Deixemos de ser preguiçosos e "vê se taca cândida nesse box, ô meu!!?"
Mas queria mesmo era falar da parte divertida da coisa, claro...

Adoro exterminá-las enquanto lavo o...bucho (me esforçando para não dizer grosserias...) fazendo bastante sabão e bombardeando-as...Ha!Ha!Ha!...suas asas derretem e elas morrem grudadas na própria meleca...

Acharam cruel?
Bem...pelo menos assimilem o caráter informativo da postagem.
Eu prefiro é ficar longe delas...eca!!!
KANJA

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O CORAJOSO


Interessante como a mente atua sobre o nosso corpo
Quando nossa mente é pura e limpa, sem padrões ainda definidos, temos meramente o instinto para reagir...às vezes nem isto acontece...
Uma clara demonstração do que digo foi a primeira vez em que o pequeno foi tirar sangue para um exame; para ser mais exato, foi na mesma época do exame de fezes.

Como sempre, procuramos antecipar as coisas ao Ettore esperando que com isto o impacto das coisas seja menor, tal como foi neste caso ou numa injeção, etc.

Bem o caso é que para o espanto de todos no posto de coleta, ele não esboçou nenhuma reação à agulha e logo virou lenda...dia seguinte, na entrega do cocô foram logo dizendo...
" - ah, oi! É o menino corajoso de ontem!!!..." Fiquei todo todo....
...Não é para menos!
Quero ver se tiver a próxima vez...
KANJA

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

QUERO TER A MENTE DE UMA CRIANÇA

Ficar velho e um pouco mais sabido é uma Mer#& mesmo...

Ontem estava explicando ao meu filho sobre os perigos de se debruçar na janela do andar de cima; falei que se ele cair acabou o Ettore e blá, blá blá...

Ele me olhou nos olhos com toda a experiência e do alto dos seus 2 anos e 10 meses e disse:
" - Faz outro Ettore..."

Criança é uma coisa maravilhosa...!!!

Se continuar assim quero fazer outro mesmo...se for como o primeiro minha diversão estará garantida pelo resto da vida, não acham?
que Deus o abençoe...

KANJA

terça-feira, 13 de outubro de 2009

CERCADO PELA CHUVA


Isolado.


Milhares de gotas de chuva caem e embaixo de uma pequena cobertura, fico esperando e pensando em como fui parar naquela situação. Cercado pela chuva que, como uma parede, impede a minha passagem, mas felizmente não o meu pensamento.

A chuva que cai provoca a sensação de que ninguém me encontrará. Quero realmente estar só? Basta um grito, uma palavra para que as pessoas me encontrem. Como fiquei assim? Como fiquei assim? Fui me cercando de pessoas e fatos que me convinham mas que agora, não me servem mais. As pessoas que se acostumaram a me ver como eu sou, nunca me viram por inteiro e como eu, só mereciam respeito pelo rótulo que possuíam (ou achavam que possuíam). Em nosso desejo tolo de sermos reconhecidos pela nossa pseudo existente auto-afirmação, falhamos em mostrar a pessoa que realmente somos e com isso eu passo agora a entender que caibo todo embaixo desta pequena cobertura. Não sou melhor que ninguém e não preciso mais que ninguém saiba quem sou...estou livre. A vida nos ensina a todo o momento e a minha soberba nada mais era do que falta de experiência...somos seres complicados e programados para programar e pouco para sentir.

Assim, resolvo colocar as minhas mãos para sentir o que é esta chuva e...me sinto agora conectado com a vida; não preciso fazer nada, não preciso gritar, espernear, me fazer notar; ser como sou de verdade, é o bastante para me sentir integrado com a vida e isto me consola.

A chuva me isolava apenas porque eu queria e o medo dos outros me prendia a este sentimento.

Concluí que presumir e ser presumido é uma pretensão que nunca mais quero para mim. Quero que meu pensamento, corpo e alma vivam livres; assim estarei respeitando a vida como ela deve ser, liberto de sentimentos duvidosos que nos fazem sofrer e prejudicam a mim e àqueles que me são mais caros.


Agora, saio para a chuva de corpo inteiro e percebo que era...apenas chuva.


KANJA

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Incidente marrom II - a revanche




Calma pessoal,




Apesar dos contratempos contados na minha postagem de estréia, decidi não me vingar do pequeno. O que aconteceu foi exatamente o contrário; saibam os futuros pais que dentre as nossas obrigações temos muitas vezes de fazer coisas que nunca faríamos por ninguém, como limpar o velho marrom, o xixi, vômitos e por aí vai...quando muito limpamos a nossa própria caca e olhe lá. Desculpem o tom escatológico constante nas postagens mas a marola ainda continua.


Na semana que se passou, levamos o Ettore ao pediatra e ele solicitou vários exames, dentre eles o de...adivinhem só?...o de FEZES, é claro!!!


Como se não bastasse uma coleta, todos sabem que em alguns casos são necessários três coletas...vou repetir...TRÊS coletas...3 coletas...uma felicidade só...


Ok, não estou dizendo que foi o fim do mundo, mesmo porque volto a dizer, como pais temos que fazer coisas que não faríamos por ninguém, não é mesmo?


A questão é que, tal como aqueles velhos e surrados ditos e chavões sobre a paternidade/maternidade tipo: -"ser pai/mãe é padecer no paraíso", blá blá blá e outros tantos mais, fiquem atentos futuros pais, a mais um deles:


- "DESISTAM, POIS SOB A GRAÇA DE SER PAI OU MÃE, NÃO IMPORTA ONDE ESTEJA OU O QUE FAÇA, VOCÊ SEMPRE ESTARÁ COM O COCÔ NAS MÃOS"




e a marola continua...


um abraço marrom (e resignado)




KANJA

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Lagarto-leopardo e mais 162 espécies são descobertas na Ásia


A natureza é brava e ainda resiste.
Sempre ficamos impressionados com novidades como estas. O inseto à esquerda foi descoberto em agosto de 2007 no Brasil na região dos rios Purus e Madeira; o lagarto à direita foi encontrado na bacia do rio Mekong no sudeste da Ásia ainda neste mês.
Quem sabe não começam a descobrir espécies de humanos que se preocupem com a sua própria existência?
Só precisamos fazer as contas para entendermos que todos estamos no mesmo barco.
Tomara que a canoa não vire tão cedo!
KANJA












quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Mickey Mouse



Visita inoportuna

Hoje tivemos uma visita indesejada dentro de casa; digamos que o Mickey Mouse veio nos visitar. Deve ter subido pelas paredes e entrado pela janela do Ettore, já imaginaram?

Para suavizar a história, estou usando a imagem da direita para ilustrar este post, mas na verdade eu queria mesmo era ver a caveira do mau elemento.

Bicho miserável!! Ouvi a mochila do Ettore caindo e desci correndo e acendendo as luzes (eram 4:30 da manhã)...de repente, um rato passa pelo meu lado correndo em direção à porta dos fundos; ele subiu pela cortina e ficou passeando pelo trilho! Santa habilidade!!

Corri pegar uma vassoura e abri a porta dos fundos, logo depois ele desceu e saiu;

até onde vi, ele se escondeu na carcaça da máquina de lavar roupas e está lá esperando a Aline para dar-lhe um susto.

Bem, o que fiz foi espalhar iscas pelo quintal e comprei também aquele repelente eletrônico (alta frequência) de tomada, voltada para o ponto mais vulnerável da casa.

Temos um córrego muito próximo e um terreno baldio do lado, por isso prestaremos mais atenção com as portas e janelas abertas para evitarmos maiores problemas, principalmente para o pequeno. Estaremos logo colocando telas nas janelas também.

Fica como alerta a todos, pois este bicho é liso como quiabo e esperto como uma raposa...ele é capaz de escalar paredes e entrar como neste caso, por janelas em andares superiores!!

KANJA

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Pânico

Poucas vezes vi o Ettore tão assustado quanto hoje cedo.
Ele é todo sabido e quando soube que eu ia sair, já foi logo dizendo: -" oba, vou assistir filme!" (é, eles se aproveitam)
Assim, como sempre, ele consegue ligar o dvd, colocar o disco, mas não sabe ainda ligar a tv. Depois que ele fez tudo o que seu conhecimento permitiu, foi em direção a cozinha onde eu preparava a sua mamadeira a fim de me solicitar que completasse o seu super procedimento técnico; acontece que eu já estava indo ao seu encontro; de repente, o dvd ligou numa altura pra lá de suportável e foi no timing perfeito de vê-lo correr em minha direção desesperado com o rosto todo deformado, as mãos no ouvido, gritando e extremamente assustado!! -"UUUUUUÃÃÃÃÃÃÍÍÍÍÍÍÍÍÍ´, PAAAAAAÍÍÍÍÍÍ!!!!!!!!"
Não preciso dizer que caí na gargalhada e já no meu colo o bichinho começou a rir de seu próprio susto!!
Ainda bem que a mamadeira já estava pronta!!! ajudou a passar o estado de pânico!! rsrsrsrsrs!!!

KANJA


terça-feira, 22 de setembro de 2009

Jardinagem


UAU!
tive que clicar a Falsa Íris que enfeita o nosso jardim!!
pena que dure apenas um dia...
KANJA

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vidas sem rumo

Ditchan (avô em japonês) perdido
Ditchan (avô) e Batchan (avó) vieram em junho visitar o baianinho e assumiram o carro para levar o pequeno para passear.
Ditchan demorou um pouco para aprender os caminhos e o Ettore deve ter se cansado de ver os avós tentando entender onde estavam.
Numa destas saídas, devem ter passado algumas vezes pelo mesmo lugar e o garotinho esperto como ele só, já até sabia identificar por onde andava, entendeu logo o que estava acontecendo e fuzilou:- " tá perdido de novo ditchan?"
acho que teria sido mais fácil pedir as direções ao menino...
KANJA

Não falei?

Maldito portão eletrônico
Temos um portão temperamental; às vezes funciona, às vezes não...
Faço uma brincadeira com o Ettore que antes de chegarmos em casa pergunto se "vai ser chique?"
Se o controle remoto abrir o portão é chique, se não abrir não é...
Acho que a certa altura ele se encheu desta brincadeira e um dia, do nada ele respondeu:
- "não pai, hoje não vai ser chique"
- "Pôôôô", pensei comigo mesmo,- "ah é danadinho, tomara que hoje não falhe!!"
Ao chegarmos, fui traído pelo portão e devo confessar que não me senti nada chique quando ele disparou lá do banco de trás do carro: -"não falei?!"
podia ter dormido sem essa...
KANJA

Hortaliças?

Plantando (o) Cebolinha

Dia desses, estava arrumando meus vasos e a horta da varanda do apê; o Ettore curiosíssimo debruçava em minhas costas, que eu usava como escudo para ele não se misturar com a terra.

Eu ia falando e explicando as coisas, da manjerona, da salsinha e da cebolinha...

De repente o menino some e eu cheio de terra para todos os lados, fiquei só imaginando como faria para ir até ele e impedí-lo de botar as mãos naquele vaso sanitário...de novo!...o menino é "aquático", gosta de água...

Para a minha surpresa, ele volta com um bonecão do Cebolinha (aquele da turma da Mônica) pendurado pelas pernas e num gesto bonitinho, me entregou...achando que aquilo eu também poderia plantar...dei muita risada...!

KANJA

Incidente Marrom

Um dia de Pai

Ettore acordou, brincou, viu filme, foi na pracinha com a Aline, chegou, tomou banho, dormiu de roupão (sim, na soneca da manhã é tradição ele dormir com roupão) no berço, acordou, almoçou relativamente bem e sumiu.

achei ele na edícula e fui apressando para irmos logo colocar o uniforme da escola.

aí começou o drama: na cozinha, indo para o quarto dele, pediu para fazer cocô; levei ao banheiro de visitas e ao colocá-lo no vaso, percebi um monte de bos#%!! até no sovaco dele...P%$# M*%#@!! Acabei sendo redundante quando esbravejei: - "Ettore!! que M#$%$ é essa!!!" ...a resposta era óbvia...era Mer&% mesmo.

lógico que as minhas mãos tb estavam sujas...o vaso pela parte da frente estava todo rebocado com a massa marrom...acho que nenhum decorador até hoje havia pensado em colocar textura no vaso e...hoje... esta idéia me ocorreu.


resumindo, pedi as luvas cirúrgicas que ficam na cozinha (uma boa idéia da Érika para certas ocasiões) para a Aline e fiquei limpando aquele monte de Bos%$.


lógico que tive que dar banho novamente no pequeno ogro (isso foi coisa de ogro) ouvindo dele que ele não era porcalhão coisa nenhuma e para eu parar de chamá-lo assim...tudo bem...eu parei.


levei o Batman (sim, ele vai fantasiado de vez em quando) para a escola e o vi entrando todo feliz como se nada tivesse acontecido; Como eu estava? Eu estava todo molhado do banho relâmpago e suado de toda aquela correria para chegar à escola a tempo.

ainda no caminho para a escola, ele ainda tirou um sarro da minha cara...seguíamos no carro , eu pra lá de P..da vida...de repente escuto lá do banco de trás: - "estou com cocô até na bochecha"...

aí eu disse - " O QUÊÊÊ ETTORE? P#$% M$%&# !!! PORQUE NÃO ME AVISOU???!!!!"

já ia logo parando o carro e ele logo foi falando: - NÃÃÃOOO, "...tem" cocô não!!! (com sotaque baiano)

nem me virei para olhar, mas com certeza ele devia estar com aquela carinha sorridente...

não preciso dizer que saiu fumaça da minha cabeça até chegar na escola...


tive até vontade de tirar foto na hora do incidente, mas achei que seria muita sacanagem e ele iria ficar muito P%$# comigo.


Incidente marrom foi pouco...

Obs: o título "Um dia de Pai" foi intencionalmente escolhido por sua semelhança ao nome daquele filme...como era mesmo?..."Um dia de Cão" rsrsrs!!



abraços


KANJA